segunda-feira, 1 de setembro de 2025

SOU VELHO SIM, E DAÍ?

SOU VELHO SIM, E DAÍ?

A construção da realidade, só é um fato, porque nós, humanos, estamos aqui. A realidade do mundo é um constructo. Se não existissemos, também não haveria o mundo concreto das coisas, posto que não estaríamos aqui, para conferir uma escala de valores aos objetos e fenômenos naturais.

Nossa mente é que confere e organiza o mundo real, tal como existe, a partir do primeiro hominídeo, a primeira espécie humana surgida no planeta Terra, denominada "Homo habilis", surgiu na África, há cerca de 2,4 a 2,5 milhões de anos. Este "Homo habilis" evoluiu da espécie Australopithecus, que já se locomovia sobre duas pernas.

Este humano, é conhecido por ter sido o primeiro  ser "cognitivo" a usar ferramentas de pedra, e sobretudo, andar ereto. Com certeza, é o marco mais importante na história da espécie humana. 

Marco do processo evolutivo do gênero humano, que assinalaria o gigantesco passo do primitivismo para a escala que iniciaria a história extraordinária do ser que dominaria o planeta, e conferiria  significado ao mundo as coisas e dos fenômenos naturais.]

Com essa narrativa, pretendo afirmar que não sou apenas idoso, mas que sou a própria história da humanidade, carregando comigo aquela datação de milhões de anos, pois que sou o herdeiro de uma espécie.

Sou velho sim, e daí? Já que é uma evidência o aumento acelerado do números de idosos no Brasil, ainda se conhece muito pouco sobre a pessoa idosa, e até o momento, outros atores têm falado pelos idosos, dando foco ao envelhecimento, como um processo negativo e homogêneo, percebendo-se a necessidade de desnaturalizar-se o fenômeno da velhice, considerando-a uma categoria social e culturalmente construída.

Este estudo busca conhecer como os idosos representam a velhice, através de sua percepção do processo  de envelhecimento.

Utilizou-se uma abordagem metodológica quantitativa, evidenciando-se as imagens e representações dos idosos a respeito do envelhecer.

Os dados foram  coletados por meio de entrevistas realizadas com dez idosos, de idades entre 60 e 85 anos (cinco mulheres e cinco homens), orientadas pela seguinte pergunta:

"Como você se vê no processo do envelhecimento"

As informações permitiram apontar que, diferentemente da visão negativa e homogeneizadora do outro, em torno da velhice, os idosos entrevistados vivenciam o processo do envelhecimento de forma diferente e relatam a velhice como uma fase de prazer.

Não se perceberam frustrações, conflitos e dramaticidades na forma de vivenciarem  a idosidade, segundo a Revista Brasileira de Geriatria e gerontologia.

Também não foram identificados sentimentos de rejeição e, ou inferioridade, face às mudanças e perdas. 

Essa abordagem não esgota este conteúdo, apenas pretende despertar novas discussões sobre o envelhecimento e o que pensa o idoso sobre o envelhecer, construindo com voz própria a sua história nesse ciclo da vida.

01 de setembro de 2025

prof. mario moura



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