Um passeio pela vida, um encontro com os mistérios, que a cada momento nos surpreendem com sua face obscura. Refletir sobre o que se oculta na existência, leva-nos ao caminho do autoconhecimento e da sabedoria.
sábado, 27 de dezembro de 2025
quinta-feira, 25 de dezembro de 2025
quarta-feira, 24 de dezembro de 2025
CONTO: DOMUS, UMA METRÓPOLE DO FUTURO
CONTO: DOMUS, UMA METRÓPOLE DO FUTURO
Lucas passou a chamar aquela inquietação de o ruído. Não era um som audível, mas uma dissonância persistente entre o que os sentidos percebiam e o que a razão aceitava. Domus — a maior metrópole já concebida — funcionava com precisão excessiva: o clima artificial nunca errava, os ciclos de luz obedeciam a padrões matemáticos perfeitos, e até as emoções coletivas pareciam oscilar dentro de margens previsíveis. Para uma sociedade supostamente caótica, havia ordem demais.
A cidade erguia-se em camadas. No topo, as Cúpulas Altas, onde a elite administrativa e científica vivia sob jardins sintéticos e céus holográficos. Abaixo, os Anéis Médios, onde residia a maioria produtiva: técnicos, educadores, operadores de sistemas. No nível mais profundo, quase invisível aos mapas oficiais, estavam os Subníveis
CONTO: DOMUS, UMA METRÓPOLE DO FUTURO
Lucas passou a chamar aquela inquietação de o ruído. Não era um som audível, mas uma dissonância persistente entre o que os sentidos percebiam e o que a razão aceitava.
A cidade erguia-se em camadas. No topo, as Cúpulas Altas, onde a elite administrativa e científica vivia sob jardins sintéticos e céus holográficos. Abaixo, os Anéis Médios, onde residia a maioria produtiva: técnicos, educadores, operadores de sistemas.
Lucas lecionava Filosofia da Tecnologia na Universidade Central de Domus. Em sala, ensinava Platão, Descartes e Baudrillard; fora dela, colecionava relatórios apagados, bancos de dados incompletos e registros médicos contraditórios.
As autoridades chamavam de “ajustes sanitários”. Lucas chamava de ensaio.
Em noites silenciosas, conectava-se a redes paralelas, espaços não indexados pela malha oficial de Domus.
— Não é apenas controle — disse Mara, sua imagem tremulando na interface clandestina. — É curadoria da espécie.
A ideia era perturbadora: a simulação não servia apenas para manter a ordem social, mas para testar limites, selecionar comportamentos, observar reações diante da escassez, do medo e da morte.
Lucas percebeu então o verdadeiro perigo. Se Domus era uma simulação, alguém — ou algo — estava observando. E se ele estivesse certo, sua investigação já fazia parte do experimento.
Na manhã seguinte, ao entrar na universidade, notou algo diferente. Os painéis informativos repetiam a mesma frase em todos os níveis da cidade:
“A estabilidade depende da sua colaboração.”
Lucas sentiu o ruído crescer.
(INCOMPLETO. TEXTO EM ELABORAÇÃO)
22 de dezembro de 2025
prof, mario moura
O Natal hoje parece um espelho quebrado: cada caco reflete um sentido diferente.
O Natal hoje parece um espelho quebrado: cada caco reflete um sentido diferente.
Cristão, ou pagão? A resposta honesta: os dois. E talvez o problema não seja essa mistura, mas o esquecimento do porquê.
Do lado pagão, o Natal nasce muito antes do cristianismo. Povos antigos celebravam o solstício de inverno no hemisfério norte: o retorno gradual da luz, a vitória simbólica do sol sobre a escuridão. Festas como a Saturnália romana, exaltavam abundância, troca de presentes, suspensão das hierarquias. Comer, beber, festejar - sobreviver ao inverno já era motivo sagrado.
O cristianismo, ao se expandir, fez algo estratégico e simbólico: ressignificou essa data. Não se sabe o dia exato do nascimento de Jesus. O 25 de dezembro foi escolhido porque já era um tempo de festa. A mensagem cristã foi clara: "a verdadeira luz que vence as trevas não é o sol, mas o amor encarnado".
Aí está o coração cristão do Natal:
- Deus se faz frágil
- o divino nasce pobre
- a esperança vem em forma de criança
- o amor substitui o poder
O problema não é a árvore, a ceia ou os presentes. O problema é quando o símbolo engole o sentido.
Hoje o Natal virou sobretudo:
> consumo compulsivo
> obrigação social de felicidade
> marketing emocional
> excesso que esconde o vazios
E nisso, tanto o espírito cristão quanto o pagão se perdem. O pagão celebrava o ciclo da vida; o cristão celebrava a vida como dom. Nós celebramos o cartão de crédito.
Talvez o sentido perdido do Natal não esteja em escolher entre Cristo ou o paganismo, mas em recuperar algo que ambos tinham em comum: o tempo sagrado de pausa, partilha e reconexão humana.
Natal não é sobre comprar mais. É sobre precisar de menos.
Não é sobre luzes externas É sobre acender alguma coisa por dentro.
E aí devolvo a pergunta quase filosófica:
"o Natal perdeu o sentido... ou fomos nós que nos afastamos dele?" Ou, como escreveu Machado de Assis, no "Soneto de Natal": "mudaria o Natal, ou mudei eu?"
24 de dezembro, véspera do Natal do Cristo.
prof. mario moura
segunda-feira, 22 de dezembro de 2025
Morgan Freeman;Se você pensa muito em alguém, isso significa..!"
Assistir mais tarde Adicionar à fila Morgan Freeman;Se você pensa muito em alguém, isso significa..!" 05 de março de 2026
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É preciso distinguir entre sabedoria e conhecimento. Era tradição, nos grupos humanos, que os mais velhos, detinham a sabedoria. A sabedo...
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Assistir mais tarde Adicionar à fila Os erros de português mais cometidos pelos brasileiros 15 de agosto de 2024










